DEFICIENTES VISUAIS por Fernando Gutman

Deficientes visuais, portadores de necessidades especiais, cegos, ceguinhos, baixa visão; qual é a forma mais apropriada para chama-los?

Eu prefiro o termo “Pessoas com Deficiência Visual”, porque, se fossem portadores” de alguma coisa, bastaria deixar essa coisa em casa, como se deixa qualquer “coisa” que se está portando.

Além disso, como espero demonstrar nos artigos a publicar, são supereficientes auditivos, olfativos, cerebrais e táteis, além de possuírem resiliência que pode potencializar seu desempenho.

 

cego não é aquele que nada enxerga

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Do ponto de vista médico e educacional, cego não é aquele que nada enxerga, vive nas trevas, na escuridão total, pois é muito rara a ausência total da percepção visual.

Com base nos conceitos da OMS, “cegos são aqueles que apresentam acuidade visual de 0 a 20/200 (enxergam a 20 m de distância aquilo que o sujeito de visão normal enxerga a 200 m) no melhor olho, após correção máxima, ou que tenham um ângulo visual restrito a 20 graus de amplitude”.

No último Censo IBGE, os resultados mostraram um número de pessoas com deficiência de 24,5 milhões, 14,5% da população brasileira. Mas se considerarmos o constrangimento de um entrevistado em assumir que há deficientes em casa, esse número pode ser maior.

São maioria os casos de problema de visão (48,1%). A seguir vem os de deficiência motora (22,9%), auditiva (16,7%), mental (8,3%) e física (4,1%). Isso significa que mais de 10 milhões de brasileiros sofrem de deficiência visual.

 

Quais Políticas Públicas levam isso em consideração?

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Quais Políticas Públicas poderiam ser implementadas para diminuir esse número, prevenindo o aparecimento da deficiência ou para melhorar a qualidade de vida dos deficientes?

Como política de prevenção, sugiro: obrigatoriedade de incluir testes de visão no momento do nascimento em todas as maternidades públicas; obrigatoriedade da presença de oftalmologistas para diagnóstico de problemas de visão nas escolas públicas; obrigatoriedade da inclusão de cirurgias de glaucoma e catarata nos planos de saúde; implantação de equipamentos para viabilizar cirurgias gratuitas de glaucoma e catarata nos hospitais públicos.

Para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência visual, sugiro: obrigatoriedade de distribuição de livros escolares em braille; obrigatoriedade de garantir vagas na rede pública para deficientes visuais com poucas condições financeiras; melhorias para atendimento a deficientes visuais em ônibus, prédios públicos e locais de lazer (cinemas, teatros, shopping centers); obrigatoriedade de quota para deficientes visuais nas empresas; distribuição gratuita de softwares para utilização de computadores por deficientes visuais.

 

imagem destacada foto de grupo de cegos na porta de teatro e museus  ressaltando a importância da inclusão em eventos culturais.



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Fernando Gutman

Psicodramatista, Engenheiro Químico, Diretor de Teatro, Escritor. gutmanrio2004@hotmail.com

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