A Família um campo de força arquetípico

A Família um campo de força arquetípico>> A família foi, e continua sendo, um campo de força arquetípico do qual todos nós participamos, mesmo tempos depois de a deixarmos fisicamente, e quanto mais longe dela, e quanto mais os anos passam, mais podemos tropeçar nessa família invisível e ainda muito próxima em nossos gestos e padrões psíquicos.

Se a família como instituição foi historicamente necessária à sobrevivência, à proteção dos mais frágeis e a perpetuação através dos genes e valores culturais do grupo, também se constituiu em instrumento de tirania, repressora e inibidora que é das necessidades de desenvolvimento do indivíduo, ao impedir que os filhos de seus filhos tivessem permissão de seguir seus próprios caminhos.

A Família um campo de força arquetípico- CGJung

Como Jung certa vez afirmou, o que geralmente tem mais forte poder psíquico sobre o filho é a vida que os pais ( e ancestrais) não viveram.
E, consequentemente, são os filhos a projeção deste self perdido, deste fundo narcísico, desse oco existencial, tornando-se a família a principal arena de patologização da criança.

Quantos pais você conhece fortes o suficiente para libertar o filho de ser por ele o que não foi, e amando-o incondicionalmente, dar a ele permissão para ser o que é?

Quantos pais, desejando essa liberdade amorosa dos próprios pais ainda não puderam concedê-las aos filhos?

A Família um campo de força arquetípico – O inconsciente projetado

O que permanece inconsciente nos genitores, por mais bem intencionado que seja, será transmitido ao filho e permanecerá sendo um contínuo obstáculo a uma vida mais plena.

Parece bastante evidente que nem todos deveriam ser pai ou mãe.
Nem todos são maduros o suficiente para entender o que de fato é cuidar de um filho, tarefa que requer considerável sacrifício.

Até que possam ser responsáveis pela própria jornada em vez de projetá-la nos filhos, os pais não serão adultos.

Quantos serão capazes de criar a família baseada na alma será diretamente proporcional a quantos tiverem verdadeiramente aceito a responsabilidade pela própria vida.

Quando fazemos o que precisamos para nosso crescimento, servimos e alcançamos moral para apoiar o desenvolvimento de outros.

A Família um campo de força arquetípico- Um grande teste

O teste final da família não é se ela oferece segurança e previsibilidade, conforto e estabilidade, mas se a podemos deixar e a ela retornar, livremente, como alguém maior.

Denise Espiúca Monteiro, mãe de três, mulher e médica, homeopata, de muitos. Autora de Primeiros Laços – Maternidade, Maternagem e Homeopatia e “O que você vai ser quando Crescer? Abordagem Homeopática da Infância, ambos pela H.P. Comunicação Editora.




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Denise Espiuca

Denise Espiúca Monteiro Médica Homeopata, Mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social/UERJ. Diretora do Ambulatório Escola do IHB, A Casa da Homeopatia Brasileira. Escritora, ocupa a cadeira 25 da ABRAMES, Academia Brasileira de Médicos Escritores. Email: despiuca@dh.com.br

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