Os Quatro pontos principais do Mapa Astral

Os Quatro pontos principais do Mapa Astral

Muitos já sabem que o nosso mapa astral é nosso manual de funcionamento. Nele encontramos informações quase que infindáveis para nosso autoconhecimento. Ou seja, quanto mais aprendido, mais nos permite escolhas assertivas para movimentar nossa vida de forma produtiva.

Assim, tudo começa no instante que respiramos pela primeira vez sem o cordão umbilical. Aquele instante que o céu pára para gente e se congela, imprimindo sua marca em nossa vida.

Neste sentido, podemos dizer que o mapa astral é este instante do céu impresso na gente e que neste desenho trazido para a Terra, recebemos as coordenadas para melhor desenvolvemos nossa trajetória.

Decerto, já sabemos que o mapa astral é dividido em doze partes e que na linguagem astrológica chamamos de 12 casas. Cada uma delas vai representar uma área de experiência em nossa vida e trará informações para sua vivência e desenvolvimento.

Isto posto, as 12 casas são marcadas por pontos a partir do Ascendente, que é o instante do nosso nascimento.

Dentre estes pontos, temos 4 que funcionam como grandes engrenagens do nosso mapa e por isso, colocam a nossa vida em movimento.

Imagine uma circunferência, uma roda, uma pizza. Ou seja, o desenho do próprio mapa astral.
Agora, trace uma linha horizontal e outra vertical, formando uma cruz no centro deste círculo e dividindo-o em 4 partes. São estes os quatros pontos de maior expressão da carta natal.

Inegavelmente, esses quatro ângulos no mapa astral são tão marcantes, que receberam nomes especiais. São eles:

Ascendente, Fundo do Céu, Descendente e Meio do Céu.

Olhando a linha horizontal, que divide o mapa em dois hemisférios, temos representado exatamente a linha do horizonte. Ou seja, é por esta linha que os signos ascendem e descendem do céu.

Consequentemente, é ela que marca o signo que estava ascendendo no horizonte quando nascemos. Ou seja, define o nosso Ascendente. Ora, se já sabemos que todo signo tem outro em oposição, se há o signo ascendente, o seu oposto será o descendente.

Esta linha, definindo os pontos Ascendente – Descendente, é a responsável por desenvolver nossa individualidade e relacionamentos.

Nossa jornada começa com o Ascendente. Isto é, marcado pelo instante do nascimento, este ponto marca a primeira casa do mapa astral. Por conta disso, o Ascendente é a gente enquanto indivíduo. Tudo que é o EU. A forma com que nos apresentamos ao mundo, nossos interesses e vontades.

Do lado oposto, temos o Descendente. O contrário do EU é o OUTRO. Neste sentido, o que não enxergamos em nós mesmos e buscamos no outro. A forma com que nos relacionamos. Ou seja, o que nos completa.

Voltando às linhas que dividem o mapa, temos a linha vertical, cortando-o de cima a baixo, além de cruzar com a linha horizontal.

Assim, se em cada ponta teremos sempre um signo, podemos dizer aquele que se encontra na ponta de cima, está na parte mais alta do mapa. Ou seja, partindo da referência da linha do horizonte, podemos dizer que este é o signo que se encontrava lá no alto, bem no meio do céu quando nascemos.

Desta forma, identificamos o ponto Meio do Céu e seu oposto, Fundo do Céu. Esta linha dinamiza o eixo da estrutura em nossa vida.

Consequentemente, eles definem respectivamente, a casa 10 e a casa 4 do mapa astral. O Meio do Céu enquanto papel social, profissão, realizações e construção do futuro. E, o Fundo do Céu, como família de origem e passado, além de segurança e o próprio lar. Um, a relação com o pai e o outro, com a mãe.

Dessa forma, estes 4 ângulos representam os pontos principais no mapa astral de cada um de nós. Ou seja,o Eu e o outro. O passado e o futuro.

Mas, por que são estes os pontos que dinamizam nossa vida?

Quando temos a formação de uma cruz, encontramos pontos a 90 ou 180 graus uns dos outros. Assim, dizemos que estão em quadratura (90 graus) e oposição (180 graus). Na Astrologia, entendemos estas angulações como de natureza conflitiva, de provocação e por isso, movimentação.

Como analogia, é como a própria lei da física funcionando. Um objeto só irá sair do lugar se outro aplicar uma força maior a ele. Ou seja, há uma tensão, um embate. E a energia gerada desse choque é que nos movimenta.

Desta forma, podemos entender esta dinâmica que nos dinamiza da seguinte forma:

Ascendente (Casa 1) x Fundo do Céu (Casa 4)

O Eu, com suas vontades e anseios, esbarra na dinâmica familiar. Ou seja, desta tensão, o indivíduo é moldado às crenças e cenário familiar. Adquirindo segurança, base, estrutura para então, lidar com o outro. Dessa forma, a nossa família impede ou estimula a ser quem somos?

Ascendente (Casa 1) x Descendente (Casa 7)

O que nos define como indivíduo, nossa identidade é a relação com o outro. Isto é, a nossa liberdade termina quando começa a do outro. Nesta dinâmica, a busca por uma completude, exige abrir mão de algumas coisas. Ou seja, a grande questão será o equilíbrio entre não perder a própria individualidade e compartilhar a vida com o outro.

Fundo de Céu (Casa 4) x Descendente (Casa 7)

O padrão adquirido na família, a segurança pessoal versus a necessidade de se abrir para o outro. Isto é, os modelos aprendidos se projetam na busca de relações estáveis, sejam como referência ou tentativa de se evitar. É a necessidade de construir um novo modelo.

Descendente (Casa 7) x Meio do Céu (Casa 10)

Representa nossas relações e os conflitos ligados a construção do nosso futuro. É a necessidade de encontrar o caminho para um futuro em comum. Ou melhor, “Sozinho, vamos mais rápido. Juntos, vamos mais longe”. Assim, onde meus objetivos de cruzam com os do outro.

Fundo do Céu (Casa 4) x Meio do Céu (Casa 10)

A relação como dita, passado e futuro. Inevitavelmente, somos chamados a cortar o cordão umbilical se quisermos construir o nosso próprio futuro. Não é à toa que é o eixo da estrutura. Ou seja, é a base que recebemos da família para nossas realizações, além de nos moldar enquanto indivíduos e nos preparar para sermos seres sociais. Sendo assim, há aqueles que seguem as carreiras familiares e outros que não.

Meio do Céu (Casa 10) x Ascendente (Casa 1)

Os deveres profissionais e de construção de vida conflitam com as vontades pessoais. Isto é, a profissão pode ou não estar aliada aos interesses pessoais. Trabalho e questões pessoais estarão sempre em conflito? Nem sempre. Esta dinâmica nos chama a uma organização e não sofrermos com a falta de liberdade que a sociedade pode nos impor. Ou seja, nosso papel social deve aprender coexistir com nossa expressão individual.

Em resumo, olhar para estes 4 pontos do mapa astral e entendê-los como funcionam, nos permite tomar as rédeas da vida nas mãos. Afinal, quanto mais consciência de nós mesmos, mais poderemos construir um sentido real para:

Quem eu sou (Casa 1), de onde eu vim (Casa 4), para onde vou (Casa 10) e claro, com quem eu vou (Casa 7).

Lembre-se:

Cada ponto estará num signo e este, representará o seu modo de funcionamento.
Ex.: Ascendente em Áries – eu sou um guerreiro.

Cada signo, tem um planeta regente. A casa que ele estiver e mais os aspectos que forma com outros planetas, trarão informações adicionais para o desenvolvimento deste ponto.
Ex.: Marte, regente de Áries, na casa 5 em Leão em conjunção com Urano – este guerreiro (Áries), tem uma força de expressão intensa (Marte em Leão na casa 5), além de ser criativo e tempestuoso (conjunção com Urano).

Caso tenha planetas nas casas que estes 4 pontos marcam, a função do determinado planeta, irá dinamizar mais ainda o que este ponto representa.
Ex. Júpiter no Descendente (Casa 7) – favorecimentos e grandes oportunidades por meio dos relacionamentos.

Aliás, planetas em um destes 4 pontos, têm sua força mais ampliada ainda. Quanto mais próximo do ponto, mais expressivo se tornam.




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Glau Ribeiro

Publicitário, Redator e Astrólogo. Apaixonado por comportamento humano, buscou na tradicional arte da astrologia uma forma de compreender o ser humano e ajudá-lo em seu desenvolvimento. Formado pela Gaia Escola de Astrologia, em São Paulo, atua há mais de 10 anos com atendimentos pessoais e corporativos, palestras e orientações. Contatos Whatsapp: (11) 98486-1764 Instagram: @glaubert E-mail: glau.ribeiro@uol.com.br

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