Os Mistérios da Biblioteca de Alexandria II

Os Mistérios da destruição da Biblioteca de Alexandria II

A biblioteca continha portanto documentos inestimáveis.

Colecionou, igualmente, documentos dos inimigos, notadamente os de Roma.

Sabe-se que um bibliotecário se opôs, violentamente, à primeira pilhagem da biblioteca por Júlio César, no
ano 47 a.C., mas a História não tem seu nome.

O que é certo é que já na época de Júlio César a biblioteca de Alexandria tinha a reputação corrente de
guardar livros secretos que davam poder praticamente ilimitado.

Quando Júlio César chegou à Alexandria, sob o pretexto de prender Marco Antônio e Cleópatra, a biblioteca
tinha pelo menos setecentos mil manuscritos.

Quais eram? E por que se começou a temer alguns deles?

Os documentos que sobreviveram dão-nos uma idéias precisa.

Haviam livros em grego.

Evidentemente toda essa parte que nos falta da literatura grega clássica.

Mas entre esses manuscritos não deveria aparentemente haver nada de perigoso.

Ao contrário, o conjunto de obras de Bérose é que poderia interessar.

Sacerdote babilônico refugiado na Grécia, Bérose nos deixou o relato de um encontro com extraterrestres:

os misteriosos Apkallus, seres semelhantes a peixes, vivendo em escafandros, e que teriam trazido aos
homens os primeiros conhecimentos científicos.

Bérose viveu no tempo de Alexandre, o Grande, até a época de Ptolomeu I e foi sacerdote de Bel-Marduk na
Babilônia. Era historiador, astrólogo e astrônomo.

Inventou o relógio de sol semicircular.

Fez uma teoria dos conflitos entre os raios do Sol e da Lua que antecipa os trabalhos mais modernos sobre a interferência da luz.

Podemos fixar as datas de sua vida em 356 a.C. nascimento e 261, sua morte.

Uma lenda contemporânea diz que a famosa Sybila, que profetizava, era sua filha.

A História do Mundo de Bérose, que descrevia seus primeiros contatos com os extraterrestres, foi perdida.

Restam alguns fragmentos, mas a totalidade desta obra estava em Alexandria.

Nela estavam todos os ensinamentos dos extraterrestres.

Encontrava-se em Alexandria, também, o obra completa de Manethon.

Este, sacerdote e historiador egípcio, contemporâneo de Ptolomeu I e II, conhecera todos os segredos do Egito.

Seu nome mesmo pode ser interpretado como “o amado de Toth” ou “detentor da verdade de Toth”.

Era o homem que sabia tudo sobre o Egito, lia os hieróglifos, e tinha contato com os últimos sacerdotes egípcios.

Teria ele mesmo escrito oito livros.

Além disso, reuniu quarenta rolos de pergaminho, em Alexandria, que continham todos os segredos egípcios, e provavelmente o Livro de Toth.

Se tal coleção tivesse sido conservada, saberíamos, quem sabe,
tudo o que seria preciso saber sobre os segredos do Egito.

Foi exatamente isto que se quis impedir.

A biblioteca de Alexandria continha igualmente obras de um historiador fenício, Mochus, ao qual se atribui a
invenção de teoria atômica, ela continha, ainda, manuscritos indianos extraordinariamente raros e preciosos.

De todos esses manuscritos não resta nenhum traço.

Conhecemos o número total dos rolos quando a destruição começou: quinhentos e trinta e dois mil e oitocentos.

Sabemos que existia uma seção que se poderia batizar de “Ciências Matemáticas” e outra de “Ciências Naturais”.

Um Catálogo Geral igualmente existia, mas também foi destruído, teoricamente.

Foi Júlio César quem inaugurou essas destruições e levou um certo número de livros, queimou uma parte e guardou o resto.

Uma incerteza persistia ainda em nossos dias sobre esse episódio, e 2.000 anos depois da sua morte, Júlio César tem ainda partidários e adversários.

Seus partidários dizem que ele jamais queimou livros na própria biblioteca.

Aliás, um certo número de livros prontos a ser embarcados para Roma, foram queimados num dos depósitos do cais do porto de Alexandria.

No entanto, não foram os romanos que lhes atearam fogo e ao contrário, certos adversários de César dizem que grande número de livros foi deliberadamente destruído.

A estimativa do total varia de 40.000 a 70.000.

Uma tese intermediária afirma que as chamas provenientes de um bairro onde havia uma luta contra os invasores chegaram a biblioteca e destruíram-na acidentalmente.

Parece certo, em todo caso, que tal destruição não foi total.

Os adversários e os partidários de César não dão referências precisas, os contemporâneos nada dizem, e os escritos mais próximos do acontecimento lhe são posteriores de dois séculos.

César mesmo em suas obras, nada disse. Parece que ele se “apoderou” de certos livros que lhe pareciam especialmente interessantes.

Flavio Lins




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