Experiência Pessoal com Oyá Igbalé

Experiência Pessoal com Oyá Igbalé

Início dos anos 90. Eu participava de inúmeros eventos com atendimento de Astrologia e algo se tornou repetitivo.

Sempre que havia alguém do candomblé, insistia em saber quais seriam meus santos de cabeça.

Decerto, até então, nunca havia me interessado quer pelo candomblé quer pela umbanda. Até hoje não frequentei nenhum dos dois.

Sempre eram Pais de Santo do candomblé os interessados.

Inicialmente, aquiescia por gentileza, posteriormente, movida pela curiosidade.

Eu entendia que se eram arquétipos, teria que encontrar paralelo em meu mapa natal.

A princípio, era solicitado tanto minha data de nascimento quanto meu nome.

Com o fim de se aprofundarem, seguia-se um jogo de búzios.

Um fato invariavelmente me chamava a atenção. Unanimemente, me diziam ter como orixás de cabeça Xangô e Oyá Igbalé.

Esse segundo orixá eu não conhecia. Minha ignorância era completa sobre o tema.

Decidi portanto, comprar o livro Orixás do Pierre Vergé. Possuía o hábito de resolver minha vida através dos livros. Mesmo quando do nascimento de minha filha mais velha, não me separava de livros que me ensinassem a ser mãe.

Os livros eram meus melhores companheiros na vida, eram eles que me faziam desvendar o mundo, tal qual à mim mesma.

Contudo, as lacunas persistiam em relação ao arquétipo que denominavam de Oyá Igbalé

Ansiava saber seu real significado, assim como sua história.

As consultas eram corridas e apertadas nesses eventos, e nunca havia tempo para que me explicassem quem seria essa senhora.

Inesperadamente, uma certa noite, durante um sonho, algo mudou

Sonhei que estava em uma espécie de roça, afastada da cidade. Dormia num cômodo aonde havia uma boneca pendurada na parede. A boneca estava vestida toda de branco e trazia um pano amarrado na altura do busto, assim como em sua cabeça.

Ao longe havia o som de atabaques e, igualmente, vozes.

Surpreendentemente, a boneca solta-se da parede e se transforma numa mulher que rodopia à minha frente. Ela se apresenta:

Você não gostaria de me conhecer? Sou Oyá Igbalé e você é minha filha

Eu levanto surpresa ( no sonho) e ela me diz que deveríamos nos dirigir ao cento da roda aonde seria minha iniciação como sua filha.

Pouco a pouco vamos nos aproximando do som dos atabaques e das vozes. O chão era de terra batida e havia um grande canavial ao fundo.

Nos dirigimos ao centro de uma roda aonde se encontravam as pessoas cujas vozes ouvíamos, assim como os atabaques.

Era noite, gambiarras fracas iluminando a escuridão e Ela me disse: agora seremos uma

Sem dúvida, fiquei extremamente marcada com o sonho. Decerto um sonho numinoso que jamais esqueci os detalhes.

Meu querido amigo Ashara, que já se encontra em outro plano, como sempre, tomou à si a minha busca. Certa feita trouxe um pai de santo do candomblé à minha casa para almoçar conosco.

Além da presença de seu amigo, ganhei outros presentes: tanto o livro Os Nago e a Morte, quanto a narrativa do Baile de Xangô, quando Obàlúwàiyé entrega a chave do cemitério à Oyá. Me falou de sua iniciação e da boneca.

Uma história linda e que fazia total sentido com meu mapa astrológico, assim como fazia o arquétipo de Xangô.
Tudo se encaixou como uma luva. Passei a me sentir filha de ambos.

Hoje é dia de Oyá ou Iansã, decidi escrever essa experiência em sua homenagem.
Eparrei Oyá Igbalé!!!




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Claudia Araujo

Aquário com Gêmeos, sou muitas e uma só. Por amar criar com as mãos, sou designer de biojóias e mantenho o site terrabrasillis.com, assim como pinto aquarelas e outras ¨manualidades¨. Por não me entender sem a busca do mundo interno do outro, sou astróloga com 4 anos e meio de formação em psicologia analítica sob a supervisão de José Raimundo Gomes no CBPJ – ISER e já mantive por anos o site Meio do Céu. Nessa nova etapa mantenho o site grupomeiodoceu.com. Dou consultas astrológicas e promovo grupos de estudo de Jung e Astrologia, presenciais e online. São várias vidas vividas numa única existência, mas minha verdadeira história começa aos 36 anos, e o que vivi antes ou minha formação acadêmica anterior, já nem lembro, foi de outra Claudia que se encerrou em 1988. Só sei que uso cotidianamente aquilo em que me tornei, e busco sempre não passar de raspão pelo mapa astrológico do outro. Mergulhar é preciso, e ajudar o outro a se transformar, algo imprescindível. Só o verdadeiro autoconhecimento pode gerar transformação. Não existe mágica, e essa autotransformação não ocorre via profissional, mas apenas através do real interesse do cliente em buscar reconhecer como se manifesta em sua vida cotidiana e qual seu potencial para a transformação. Todos somos mais do que aquilo que vivenciamos. A busca deve passar sempre pelo reconhecimento daquele eu desconhecido que em nós mesmos habita. A Astrologia é um facilitador nessa busca porque nela estão contidos tanto nossos aspectos luz quanto sombra. Ela resolve nossos problemas? A resposta é não. Ela apenas orienta no sentido do reconhecimento de nossa totalidade. A busca é do cliente. A leitura é do astrólogo, mas só o cliente poderá encontrar o caminho de sua totalidade e crescimento responsável. websites : www.terrabrasillis.com e www.grupomeiodoceu.com Fale com Claudia direto no Whatsapp

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