Lenda do Açaí

Lenda do Açaí

No local onde é a cidade de Belém, no Pará, muitos anos atrás, ali vivia uma tribo indígena muito numerosa.

Entretanto, os alimentos na região eram muito escassos.

Sem dúvida isso se constituía num grande problema que com efeito, dificultava a obtenção de comida para todos os índios da tribo.

Então, o cacique Itaki inesperadamente, tomou uma decisão muito cruel.

Decidiu o pior.

A partir daquele dia todas as crianças que nascessem seriam sacrificadas para evitar o aumento populacional de sua tribo.

Porém, um belo dia, a filha do cacique, chamada IAÇÃ, deu à luz uma bonita menina. Decerto uma criança que também teve de ser sacrificada.

IAÇÃ ficou desesperada, chorava todas as noites de saudades de sua filhinha.

Ficou vários dias enclausurada em sua tenda. Porém, fez um pedido à Tupã.

Pediu que mostrasse ao seu pai outra maneira de ajudar seu povo, contudo, sem o sacrifício das crianças.

Certa noite de lua IAÇÃ ouviu um choro de criança.

Aproximou-se da porta de sua oca e viu sua linda filhinha sorridente, ao pé de uma esbelta palmeira.

Inicialmente ficou sem saber o que fazer, estática, mas logo depois, lançou-se em direção à filha, abraçando-a.

Misteriosamente sua filha desapareceu.

IAÇÃ, inconsolável, chorou muito até desfalecer.

No dia seguinte seu corpo foi encontrado abraçado ao tronco da palmeira, porém no rosto trazia ainda um sorriso de felicidade e seus olhos negros fitavam o alto da palmeira, que estava carregada de frutinhos escuros.

Itaki então, mandou que apanhassem os frutos em alguidar de madeira. Com isso, obteve um vinho avermelhado que batizou de AÇAÍ, em homenagem a sua filha (IAÇÃ invertido).

Alimentou seu povo e, a partir deste dia, suspendeu sua ordem de sacrificar as crianças.




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MeiodoCeu

material originário do antigo site Meio do Céu - Claudia Araujo, hoje denominado Grupo Meio do Céu - Claudia Araujo e composto por diversos novos colunistas. Essa é uma maneira de preservar o material do antigo site, assim como homenagear aqueles que não mais escrevem no site e/ou não mais estão entre nós nesse plano da existência. Claudia Araujo

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