O grupo dos Boldos – Guia de plantas medicinais e alimentícias.

O grupo dos Boldos – Guia de plantas medicinais e alimentícias.

Quem nunca ouviu falar no amargo, porém generoso Boldo?

Aquele que macerado em água alivia a enxaqueca causada por uma indigestão ou o incômodo enjoo de uma ressaca?

Porém, você sabia que por trás dessa conhecida receita se escondem alguns cuidados?

Ademais, de que existem diversas espécies conhecidas popularmente como Boldos?

Neste texto vamos falar portanto, de pelo menos 4 tipos de “boldos”.

Ao passo que ao menos 3 deles bastante cultivados nos jardins caseiros. Além disso, vamos também estudar um pouco mais sobre esse grupo assim como seus usos terapêuticos e bioenergéticos.

Em primeiro lugar, falaremos da espécie Plectranthus barbatus.

Ela é mais conhecida como “Boldo Brasileiro” ou “Tapete de Oxalá”.

Originária da África e da Índia, essa espécie provavelmente chegou ao Brasil através da diáspora africana. Foi trazida decerto, durante o período da escravidão.

Presente na Farmacopéia* Brasileira, seu uso terapêutico engloba as afecções hepáticas e gástricas. Assim como enxaquecas, dispepsia, constipação intestinal e inapetência.

Ela também é indicada em condições tanto de insônia quanto nervosismo. Sendo inclusive, utilizadas para esse fim em banhos calmantes e relaxantes.

Como uso interno você pode prepará-la em infusão.

Esquente 150ml de água e coloque de 1 a 3g das folhas secas, posteriormente, tampe e aguarde amornar.

Pode ser tomada de duas a três vezes ao dia, não devendo exceder essa medida.

Se tiver em mãos a planta fresca, pode-se preparar o remédio por maceração. Basta utilizar um pilão e amassar uma ou duas folhas da erva, acrescentar a água e beber.

Mas atenção! Nunca se deve exceder a dose terapêutica!

Essa planta, assim como os demais boldos, podem ser prejudiciais a saúde.

Além do mais, são contraindicadas tanto para gestantes, quanto lactantes, crianças, hipertensos. Analogamente, para pessoas com problemas de fígado, vesícula ou gastrite.

Outra planta conhecida como Boldo e oriunda da África em condições semelhantes, bastante comum no nordeste, é a conhecida como Boldo Baiano ou Alumã.

Seu nome científico é Vernonia condensata. Têm uso terapêutico semelhante ao Boldo Brasileiro, porém, de famílias botânicas diferentes.

Ela possui intensa atividade tanto antioxidante, quanto antibacteriana e antimicrobiana.

Além disso têm um importante papel dentro das tradições afro-religiosas. É seguramente considerada uma folha sagrada, assim como a espécie anterior.

Ambas são empregadas em banhos dentro da liturgia do Candomblé e eventualmente na Umbanda. Para esse fim,são tidas como plantas protetivas além de equilibrantes.

Já o Boldo-do-Chile, Peumus boldus, é uma espécie de Boldo motivo de muita confusão.

Embora tenha um nome bastante popular, raramente será encontrada nos canteiros e jardins no Brasil, pois só cresce em altitude.

Primeiramente, é um arbusto andino. Nativo do Chile e do Peru, porém descrita na Farmacopéia Brasileira e homeopática.

Sem dúvida é difícil encontrar um pé de Boldo-do-Chile para se extrair uma folhinha por aqui. Entretanto, é bastante comum encontrá-la em extratos e fórmulas fitoterápicas nas farmácias.

É indicada para afecções hepáticas, estimulante do fluxo da bile, digestiva e hepatoprotetora.

Porém contraindicada para asmáticos, assim como pessoas com pneumonia. Também pessoas com distúrbios renais, problemas nas vias biliares e litíase (assim como os demais boldos).

A última que vamos falar por hoje é conhecida como “Boldo Chinês” ou Boldinho, Plectranthus ornatus.

Apesar de trazer este nome tem origem no Mediterrâneo e em algumas regiões da África e oriente.

É uma espécie fundamentalmente ornamental. Isso porque, embora seja popularmente utilizada, seu uso terapêutico não é seguro, uma vez que não existem estudos técnico-científicos suficientes que atestem sua toxicidade.

Plantas conhecidas como boldos, em geral, trazem como característica marcante seu amargor e uma intensa propriedade depurativa e purificadora.

São plantas que oferecem acolhimento diante de um mal estar no sistema digestório súbito e agudo, muitas das vezes atenuando e liberando o peso e a dor de cabeça advindas de estados de congestão, inclusive emocionais (como a raiva e as mágoas).

Propiciam alívio e proteção, além de serem doadoras e generosas.

São fáceis de propagar e de cuidar, basta retirar um galhinho e plantar que rapidamente elas se desenvolvem. Possuem como assinatura astrológica a regência dos astros Júpiter e Saturno.

Se você deseja preparar um banho calmante, protetor e purificador, lance mão de algumas folhas frescas do Boldo Brasileiro, Tapete de Oxala, e as macere com as mãos em água mineral, deixando descansar por algumas horas.

Após isso, enxágue-se com esta água após o banho higienizador, do pescoço para baixo.

Durante o preparo e o banho mentalize a sua conexão com o sagrado e o reino vegetal, peça suas bênçãos, proteção e cuidado.

Permita-se ser acolhido por sua energia regeneradora e energizadora.

OBS: Esse texto não substitui um atendimento terapêutico individualizado, consulte um profissional na área.
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Mahu Zaroni

Mahu é artista visual, terapeuta herbal e floral. Em seu trabalho, inspirado pela filosofia natural, procura fazer um resgate da sabedoria milenar dos poderes de cura do reino vegetal e mineral, aliando a estes conhecimentos a astrologia e a radiestesia. Manteve por alguns anos o projeto Matricaria que reunia saberes sobre ecofeminismo e cuidado natural. jardimdabotica@gmail.com

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