2020: O ano do Movimento – Tarot

2020: O ano do Movimento

Previsões para 2020 com o Tarot

Estamos prestes a receber um novo ciclo em nossas vidas. E o novo nos traz sempre um sentimento duplo: sonhamos com aquilo que desejamos que esteja nesse “novo” e nosso coração se enche de esperança. E, simultaneamente, a incerteza sobre o que realmente haverá no novo nos assusta. 

Então, porque não perguntar ao mais vivo dos antigos conselheiros da humanidade sobre o que podemos esperar desse tão esperado novo?

Eu perguntei ao Tarot, meu companheiro fiel nos últimos 30 anos, sobre o que 2020 reserva para nós, e ele me deu uma pequena palhinha… 

Quer também? Vamos lá… Vim compartilhar com todos, pois de muitas formas, estamos todos conectados.

Regente do Ano: A JUSTIÇA

O que este Arcano representa?

Esta carta vem para nos lembrar que nem tudo está em nossas mãos, que o Universo (assim como o mundo em que vivemos) tem leis próprias e que elas sempre serão cumpridas. Ela fala do cumprimento de um “kharma”, e vem notificar que algo está sendo julgado e que a parte correspondente a cada um será dada e também cobrada. 

Certamente, A Justiça traz um símbolo muito conhecido por todos os humanos, em todas as culturas. Seu nome já diz tudo. Ela é imparcial, correta, e nunca falha –  mas o que é a justiça? O que é o justo? 

Será que nós, humanos, sabemos?

Com uma espada numa mão e uma balança na outra, a figura da Justiça vem representar aquele que, em condições de medir e pesar corretamente as circunstâncias (balança), é também aquele que tem a capacidade de dar a sentença correta e fazer com que se cumpra (espada). 

A mão que segura a balança está sobre o coração, representando a benevolência e a compreensão profunda do “contexto maior” para poder julgar.

As marcas registradas da Justiça são a imparcialidade, a frieza e a implacabilidade. Com a imparcialidade ela mede e pesa nossas ações, desde a raiz das intenções até os frutos dos resultados. 

Com a frieza ela responde àquilo que, efetivamente, fizemos, não importando quanto “achamos” isso ou aquilo ou mascaramos nossas reais intenções com desculpas cor de rosa. 

Com a implacabilidade ela faz os cortes necessários na nossa vida. Responde às perdas que fizemos por merecer ou cria espaços vazios para elementos melhores e mais condizentes com a evolução moral que já conquistamos. 

A Justiça distribui todos os tesouros do Universo de acordo com o merecimento de cada um.

Sobretudo, entenda-se por “merecimento” aquilo que já temos suficiente sabedoria para administrar sem nos comprometer moralmente.

Ela pode estar se referindo à justiça mundana ou à justiça divina que estão nos observando. Quando a Justiça aparece, ela vem dar um recado: algo deve chegar ao fim. Um processo judicial, uma fase de vida, um relacionamento, um hábito, uma mentalidade, um contrato ou sociedade, um emprego, um kharma. 

Assim sendo, ela vem responder a tudo o que foi doado por nós ao nosso meio, quer seja bom ou ruim, e não há como escapar àquilo que ela vem trazer.

Portanto, o recado principal desta carta é para que você reflita sobre o que tem feito por merecer com cada ação, o que está por trás das suas intenções. Que aprenda a enxergar o outro lado de toda e qualquer situação em sua vida.

A Justiça sempre vem para cortar algo: Pode ser aquela pessoa que só faz roubar energia ou que não se encaixa mais nos seus padrões de evolução. Pode ser um privilégio injusto que você tem ou uma situação que se sustenta sobre mentiras. 

Ela vem cortar tudo o que não estiver encaixado no sentido de justiça, quer isso beneficie você ou o Todo, quer isso prejudique você ou outra pessoa. A Justiça é fria e não leva em conta nossas preferências, justificativas, sentimentos, etc. Ela dá a cada um segundo suas obras. 

Por isso, ela traz a “resposta khármica” das nossas ações e aprendizados. Encerra as missões que assumimos nesta vida quando já as superamos e já tivemos o suficiente. Assim, quando ela passa por nós, está varrendo algo que não merecemos mais, porque merecemos coisa melhor ou porque não fazemos jus àquilo.

Como isso se reflete no cenário coletivo?

A carta da Justiça não significa, necessariamente, que 2020 será um ano de retidão e correção de falhas, de mudanças para melhor. 

Será sim um momento em que inevitavelmente teremos, enquanto sociedade, de encarar os erros de julgamento que cometemos e responder por eles. Decerto estaremos colhendo os frutos de nossas escolhas na política e em nossa comunidade. 

Então, através dos desequilíbrios e desarmonias que se apresentem, das injustiças a céu aberto e a olho nu, tomaremos consciência das nossas ações e receberemos o merecido por elas. Inegavelmente, essa é uma forma de trazer à coletividade a consciência do que precisa ser podado, do que é realmente justiça social, do que estivemos maquiando. 

Portanto, podemos contar com muitas perdas, cortes e com a interrupção de planos e metas justas que estavam em andamento na política. Certamente isso implicará em movimentos a favor do que é justo – manifestações populares, processos, queda de máscaras que não poderão se sustentar. 

É um ano de revelações públicas e seremos obrigados, coletivamente, a encarar os fatos, sem recursos para argumentação. Escolhemos aquilo e deu nisso, agora temos de encontrar os meios de equilibrar as coisas após a dura conscientização.

Saibamos que este é um processo de reformulação do kharma coletivo. Portanto é necessário que venha à tona tudo o que está errado e que o “lado podre” da sociedade e da política prevaleça de forma que seja impossível não admiti-lo.  

Desafios de 2020: 8 de Paus

O naipe de Paus vem para falar das nossas batalhas, físicas ou interiores. Ele representa o trabalho, a atividade, a ação, mostrando também o esforço que temos de fazer para realizar nossos sonhos. 

Por isso o naipe de Paus fala daquilo que “marca” nossa vida, das experiências adquiridas e das cicatrizes de batalha que ainda precisamos adquirir. As batalhas físicas marcando o corpo e as batalhas internas marcando a alma. 

Enfim: como essa atividade, essa luta, esse caminho pode me afetar ao longo do tempo.

Este naipe representava o povo, os camponeses, pois eram eles a força de trabalho na Idade Média (e são ainda). Quando uma carta de Paus aparece, ela indica que será necessário esforço da nossa parte, podendo também indicar o trabalho de outras pessoas, que terá uma influência direta sobre nós, ou o “trabalho” que teremos em lidar com uma questão.

Por consequência, Paus é sempre dinâmico, as cartas de Paus indicam sempre que nos compete agir, lutar, nos empenhar – pois ele fala de adversidade e labuta.

Já o número 8 fala sobre poder e influência, tanto de fora para dentro quanto de dentro para fora. 

Assim, quando o 8 de Paus chega, vem lembrar que tudo está em constante movimento. A única coisa que nunca muda é a própria mudança. Então, devemos adaptar-nos rapidamente às novas situações, agir depressa e seguir o nosso instinto. Ele vem dizer que nossa atitude é o que faz a diferença, na nossa vida e na dos que estão ao nosso redor.

Como esta carta fala, antes de mais nada, de rapidez e agilidade, está invocando nossa presença de espírito e capacidade de decidir e reagir imediatamente a qualquer oportunidade ou necessidade de adaptação. 

O 8 de Paus fala de um daqueles momentos da vida que só queremos que passe logo, e diz que somos nós que decretamos o fim da adversidade através da ação, exercendo nossa capacidade de poder e influência. Olha só a necessidade de “movimentos populares em prol da justiça” se insinuando novamente…

Esta carta indica disputas, conflitos e discordâncias. Nos encontramos numa situação de mudança, e ela alerta para a necessidade de estarmos atentos às oportunidades e saber mudar de rumo quando quando for necessário agindo prontamente. Isso vale para a nossa vida pessoal e para a coletividade. 

Seremos desafiados à reação imediata, a exercer poder e influência sobre os acontecimentos e o rumo da história, como forma de reagir ao poder e influência que estará sendo imposto sobre nós. 

Ferramenta de Superação: Cavaleiro de Copas

O naipe de Copas está relacionado com a emoção em todos os aspectos – do amor a dois ao amor a Deus e às causas nobres. 

O naipe de Copas representa as relações que nos ligam aos outros e as emoções dentro de nós. A princípio, na sua origem, ele representava o clero, o misticismo. Por isso seu símbolo é a taça, o ‘Santo Graal’ – um elemento central nos rituais religiosos. 

As taças contêm, geralmente, água ou vinho, que são símbolos da vida. É do amor e dos sentimentos que nasce a união e, com ela, a perpetuação da vida humana. É da taça cheia do nosso coração que transborda o que oferecemos à vida. É da taça de um ventre que a vida nasce. 

E o  Cavaleiro nos fala de movimento… O movimento que parte do coração e atinge longas distâncias. Ele é o portador oficial da boa-nova.

Quando o Cavaleiro de Copas aparece, está nos convidando a abraçar nossa própria causa, a nos mover em prol daquilo que amamos – seja uma pessoa, um ofício ou um ideal sublime e verdadeiro.

Ele pede que valorizemos os nossos verdadeiros sentimentos, as causas que tocam nosso coração e os ideais de beleza e amorosidade que possuímos a ponto de nos mover com paixão e diligência.

Porém, ele também está alertando para que não nos deixemos seduzir por pessoas que tenham interesses egoístas e que buscam destaque por vaidade – e que não sejamos essas pessoas, pois o sucesso da nossa empreitada, qualquer que seja, está justamente na verdade do nosso coração.

Esta carta pode trazer propostas novas em nossa vida e no meio social, uma boa oportunidade de mudança positiva em direção a algo que trará uma satisfação muito maior. As recompensas virão junto com a possibilidade de fazer algo que realmente tem valor para nós. Esta carta incentiva a ir atrás dos nossos sonhos e dar movimento a eles.

Juntando tudo, ficamos assim:

A Justiça vem e esfrega em nosso nariz todos os erros que cometemos, em nossa vida privada ou no âmbito social, gerando um ambiente aparentemente ruim, do qual necessitamos para ganhar consciência e romper com os velhos acordos, a fim de realizar uma grande limpeza que abre espaço para o novo, para o melhor e o mais justo. 

Passaremos por turbulências e opressões, conflitos internos e externos, como diz o 8 de Paus, em que será necessário agir e reagir prontamente, lutar, responder aos estímulos que a vida vier nos propor – e ela o fará através de dores, lutas, acontecimentos marcantes, repressões, opressões, abusos de poder diante dos quais não podemos nos omitir. 

E nosso recurso para lidar com tudo isso serão nossos sonhos. Os ideais mais belos que temos em nosso coração, que serão capazes de se mover e tocar o coração dos outros, gerando movimento em nossos semelhantes também ao despertar os ideais sublimes adormecidos, espalhando a vontade de fazer melhor do que antes e unindo propósitos que ecoam na mesma sintonia. 

2020 parece ser um ano em que muitos choques de realidade, perdas e momentos difíceis nos farão lembrar do que temos de melhor para oferecer ao mundo, ao próximo e a nós mesmos, ressucitando o que há de mais benevolente em nossa natureza humana para nos conduzir. 

Será através do nosso amor por tudo o que é justo, belo e positivo que ganharemos força para operar as revoluções necessárias.

Pode ser que um “Cavaleiro de Copas” (jovem, bonito e sedutor) apareça como líder na esfera social – ou em nossa vida. Portanto tenhamos cuidado em observar se ele fala com sua vaidade, por interesse pessoal, ou com seu coração, em nome do que é sublime e bom para todos.

Que assim seja! Se for para que enfim chegue o melhor, que o pior venha e seja vencido. E que 2020 seja o ano da grande (r)evolução através do amor!

Abençoados sejam!

Lara Félix




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