Somente com a colaboração dos altos comandos militares do mundo, poderemos salvar a Terra.

Triste conclusão, mas é verdade… parece utopia, mas, não é: antes as guerras aconteciam para manter a expansão territorial de vários impérios, para a dominação econômica de grupos que queriam se estabelecer no poder, para a implantação de idéias e regimes revolucionários. Hoje as guerras acontecem mais pela cobiça monetária de um só sistema econômico global concentrado em bunkers, que visa a padronização de idéias, além das riquezas naturais de todo o globo concentradas em um só lugar, em uma só corporação tecnologicamente interligada. Algum problema nisso?
Não seria problema, se tudo ocorresse através de relações e acordos amistosos, sem imposições e explorações sobre os povos. Tudo correria bem, se tudo acontecesse através do respeito às diferenças culturais e religiosas.
Acontece que, certas religiões hoje, se levadas a sério, sem fanatismo, passaram a ser empecilhos para a expansão territorial e tecnológica deste sistema, que visa somente o lucro de poucos e a concentração de riquezas. Egoístas, acolhem um povo, mas excluem outro, sem respeito às Constituições e tradições de seus países.
Somente as religiões que favorecem este sistema econômico parecem ser úteis, porque são usadas para engrossar os interesses de grupos que se escondem por trás dos políticos que servem e favorecem estas minorias.
Porém, o tempo não espera e a natureza ninguém engana: chegamos a um impasse tal, que se não houver uma rápida mudança de mentalidade, uma urgente intervenção de paz, o planeta implodirá. Uma guerra sem precedentes acontecerá destruindo a Terra, já tão fragilizada pelo superaquecimento global.
É necessário quebrar este ciclo vicioso do ódio e, se não houver uma acordo entre os altos comandos militares mundiais, com a ajuda de líderes religiosos, nunca conseguiremos a tal almejada paz, tão pouco evitaremos a catástrofe ambiental que acabará por extinguir a humanidade.
Um exemplo que isto pode estar perto de acontecer, foi o assassinato no dia 2 de janeiro de 2020, de um dos maiores líderes estrategistas do Irã, que pode ser o estopim da terceira guerra mundial. A primeira guerra se iniciou assim, por causa do assassinato de um arquiduque da Áustria.
No caso do comandante do Irã, ele era considerado por seu povo como um herói e, talvez por isso, outros crimes piores poderão ocorrer entre estes países, sendo que o mundo todo poderá sofrer por isso.
A não ser que tenha sido por uma causa maior, Trump e a Inteligência americana decretaram a destruição do próprio EUA e quem sabe da própria Terra. Se nada for feito, o assassinato do líder Suleimani funcionará como um pano vermelho colocado na frente de três touros: Rússia, China e Coréia do Norte.

Soldiers with the People’s Liberation Army at Shenyang training base in China, March 24, 2007. DoD photo by Staff Sgt. D. Myles Cullen, U.S. Air Force. (Released)

Infelizmente, por trás das desavenças, estão as riquezas naturais e a localização dos países que hoje sofrem opressão. Países da África, do Golfo Pérsico, da América do Sul, tem sofrido conflitos armados e vem sendo alvos de grande cobiça internacional, como petróleo (Venezuela), lítio (na Bolívia), ferro, bauxita, manganês, ouro, nióbio (Brasil), urânio e outros metais da região amazônica, além da disputa de terras e água para a plantação de grãos e carne bovina.
No caso do Brasil, os produtos necessitam ser escoados através de uma logística de transporte que garanta a exportação para outros países através de uma complexa rede de ferrovias, estradas e hidrovias. Neste ponto é fundamental que existam investimentos nestas áreas.
Porém, a natureza farta e única como a floresta amazônica, de onde dependem os rios voadores que irrigam o resto do Brasil, não deve ser nunca substituída por empreendimentos que posteriormente causem a falência de todo ecossistema. No caso, estamos no limite. Mais um pouco e a desertificação e queimadas serão irreversíveis. Enchentes e secas extremas poderão destruir todo o país, incluindo plantações de soja e rebanhos bovinos. Poderá faltar água para grande parte da população, forçando a migração.

É caso de soberania nacional. Enquanto os exércitos estão preocupados com conspirações e lutas armadas, um inimigo oculto se evidencia cada vez mais.

Este inimigo pode acabar com o país, como acabaram com populações e terras inteiras na África e florestas da Indonésia. E, este inimigo é o próprio homem que se passa por amigo, prometendo e oferecendo riquezas.
A extração de madeira da Amazônia, mesmo de maneira sustentável, deixa furos imensos nas florestas, abrindo caminhos para traficantes de animais silvestres, de drogas e madeireiros ilegais.
As queimadas seguidas de posse através de agriculturas de subsistência, a grilagem e registros em cartórios, a plantação de palmas e pecuária extensiva são outros inimigos que sorrateiramente roubam nossas reservas produtoras de rios voadores e crédito de carbono.
As hidrelétricas também fazem parte de fatores que causam transtornos causando secas irreversíveis.
A mineração provoca doenças aos povos nativos, expansão urbana caótica além de contaminação das águas e mortandade de peixes.
Enfim, a Amazônia como já foi comparada, é mesmo como uma moça virgem e não pode ser violentada como está sendo.
Só que ao contrário do que dizem, os maiores estupradores são os próprios brasileiros, com o consentimento de muitos políticos e autoridades irresponsáveis.
Pouco se pensa na população. Pouco se pensa nos estragos ao meio ambiente. Nada se pensa no futuro das crianças de nosso país, tão pouco na humanidade.
Ao contrário, querem lucro rápido e líquido. Ávidos por riquezas, estes criminosos não respiram, não refletem com prudência o que estão fazendo e estão infiltrados em todos os lugares alegando levar progresso econômico às regiões mais pobres.

Porém, nunca nenhum colono ou indígena sadio que manteve suas tradições, morreu de fome na floresta.

A miséria foi quando os tiraram de suas terras e transformaram seus costumes, entre eles o alcoolismo. Caboclo nenhum sofre miséria em meio à fartura de peixes, frutas e caças.
E, em meio à plantação de milho e arroz nas praias dos rios, não devastam a natureza.
Quem diz que pretende melhorar a economia da Amazônia passando por cima da natureza, não conhece bem o ecossistema local ou não o respeita.
Com certeza, a maioria dos habitantes destas paragens deseja celular, querem luz, querem assistir futebol na TV e todas as maravilhas tecnológicas dos grandes centros.
As mulheres sonham com máquina de lavar, geladeira e banheiro com chuveiro. Os agricultores sonham com tratores, silos. Tudo isto, poderiam conseguir com estudos e políticas publicas que amortecessem os impactos ambientais.
Porém, não são prioridades, se pensarmos sobre o preço que se paga para levar tudo isso a estas regiões lembrando que a natureza existe antes do homem e, portanto dependemos dela para viver. Não podemos destruí-la.
Abrir inúmeros ramais, fazer barragens e derrubar árvores, talvez não seja um referencial de progresso para esta região.
Pouco se pensa em energia solar ou eólica. Os empreendedores preferem estruturar um sistema de hidrelétricas com alto impacto ambiental.
Além da mineração, os investimentos na Amazônia apontam atualmente para interesses de frigoríficos e indústrias alimentícias as quais trazem resultados pífios, se avaliados diante das trágicas conseqüências ao meio ambiente. O Pará é prova disso.
Para alguns políticos, esta maneira de pensar pode garantir a soberania do território no Brasil, além de criar empregos e alavancar a economia.
Porém, é este o grande problema que se deve compreender: foi criado um imenso abismo entre esta mentalidade “pujante” deste tipo de progresso, que entusiasma grande parte dos ruralistas, das mineradoras, dos militares e grandes corporações, contra a mentalidade mais realista de cientistas, ambientalistas e até religiosos sobre as conseqüências que este desenvolvimento pode trazer.
Este abismo vem agravando cada vez mais a situação brasileira tanto dentro como fora do país, porque tem criado distorções imensas ideológicas e polarizadas que podem levar novamente a uma era de ignorância e de grandes enganos, como foi na ditadura militar.
Até quando, seremos oito ou oitenta em relação a tantos assuntos que não permitem polarização? Se pensarmos em termos religiosos como ultimamente tem sido usados, não foi Deus que dividiu o mundo entre esquerda e direita, judeus e muçulmanos, evangélicos e católicos, ruralistas e ambientalistas, mas foi o próprio homem.

Portanto, se todos deixassem por um só momento os conceitos, julgamentos, opiniões cristalizadas de lado e abríssemos para ouvir as vozes das muitas mães que hoje se calam, mas, se preocupam com o futuro de seus filhos, as vozes de milhares de crianças que choram quando percebem o desrespeito com a natureza, o canto triste dos passarinhos que vêem seus ninhos incendiados, as milhares de coalas que na Austrália perderam seus filhos e a voz de Deus que por um só momento quer se fazer ouvir em todos os corações, talvez conseguíssemos salvar nosso planeta.
Se esquecêssemos por um só momento, as tantas riquezas ilusórias, que nunca levaram o país a nada para garantir ao menos o pão de cada dia ao pobre, talvez pudéssemos galgar a verdadeira riqueza sem pular etapas. Pois, grandes corporações não sobreviverão ao caos climático. As tecnologias de nada adiantarão se não andarem de mãos dadas com os protetores do meio ambiente. As estratégias econômicas só provocarão mais ainda, guerras e disputas. Portanto, em nome da salvação da Terra, poderia ser esquecida, por um só momento, esta estória entre esquerda e direita, rixas entre países e religiões.
Isto para que os altos comandos militares e governos do mundo inteiro consigam sair do ciclo do ódio que detonará a Terra.
Se a tecnologia está destruindo as relações, esqueçamos por um momento esta corrida tecnológica e armamentista que disputa minérios. Por um só momento devemos parar.
Até quando repetiremos as guerras? Até quando esta obsessão judaica e evangélica pela retomada de Jerusalém, é a vontade de um Deus real buscado por todas as crenças, inclusive islâmica? Até quando um Deus de um povo é melhor que de outro, se na essência são um só?
Hoje, até a igreja mãe do cristianismo está sendo renegada.
E se considerarmos as religiões, a quem estamos servindo, se estamos destruindo até mesmo o propósito de todo o homem espiritual que é habitar em uma Terra com águas límpidas e natureza farta? Ao invés disso estamos acabando com tudo.
Então, que caminho errôneo é este que estamos percorrendo?
Não é verdade que há miséria entre os povos amazônicos.
É só mudar o ponto de vista.

Atualmente há várias aldeias, que alem de internet, possuem televisão. Em muitas hoje, seus habitantes já aprenderam a criar galinhas, porcos, algumas possuem algumas vacas de leite para ajudar na alimentação das crianças.
Visitei há alguns anos uma, na Serra do Moa, que sobre a mesa farta, havia melado de cana, mel de abelha, carne de peixe, de jacaré, ovos frescos, carne de queixada, carne de boi. Era tanta fartura que na cidade eu precisaria de no mínimo R$ 300,00 para comprar o que havia ali exposto.
Além disso, tinha arroz, feijão, milho, assai, côco, limão, laranja, tucumã, castanhas, caju, abacate, enfim alimentos saudáveis, deliciosos, sem agrotóxicos plantados e colhidos na aldeia. Havia somente uma clareira entre as casas.
Não havia descampado. Mas, a grande contradição naquilo tudo foi quando o cacique me mostrou o que vinha de lanche na escola das crianças, enviado pelo governo: biscoitos secos empacotados com plástico, latas de sardinha, açúcar branco, café.
Rindo, ele questionava que tipo de veneno era aquele que queriam que eles dessem para as crianças. Disse que tinha uma casinha só para juntar o lixo. Bem mais lúcido do que muitos políticos, ele perguntava se não seria melhor que os ajudassem a investir em hortas comunitárias para as crianças e nas criações de peixes para a alimentação nas escolas.
Também perguntou se não seria melhor ajudá-los a investir em pousadas ecológicas para receberem melhor os visitantes. Realmente eu nem soube como responder. Fato é, que existe uma riqueza na floresta que não é considerada, ou que os políticos fazem “vista grossa” para enxergá-la.
Há lugares que são verdadeiros paraísos, que poderiam ter a ciência como coadjuvante, tanto na área da saúde, como na educação. A imensidão de remédios fitoterápicos pode servir para estudos em laboratórios e vendas para muitos lugares do mundo.
Em algumas aldeias, há internet com energia solar, há televisão com placas solares, há água captada das chuvas, enfim, inúmeras melhorias para os indígenas sem que fosse preciso tirá-los de suas terras e tão pouco devastá-las.
Criei duas filhas saudáveis em meio à floresta. Não só eu, como muitas outras famílias como eu que vieram do sul. Criamos de maneira sustentável. Tivemos que deixar muitas coisas, mas quase todas não fizeram faltas.
Existe um jeito, existe um equilíbrio que pode ser respeitado. Podemos através da agro floresta, fazer da Amazônia um jardim a ser visitado pelo mundo, mantendo o ecossistema das chuvas do centro oeste e sul, longe de risco. Não podemos nos esquecer que os rios do país dependem em grande parte das chuvas geradas pelas florestas.
A Amazônia pode fornecer óleos essenciais e frutas naturais para o mundo todo. Os indígenas em seus rituais podem oferecer trabalhos terapêuticos em nível de alma, que hoje, já atraem milhares de pessoas do Brasil e do mundo. É o início de uma nova economia.

Não podemos olhar as florestas somente como objeto de cobiça do que tem embaixo dela ou mesmo com o pensamento retrógrado sulista de colonizá-la devastando-a.
Com amizade e confiança entre países, poderemos continuar obtendo ajudas para políticas publicas que melhorem a economia da região, respeitando sua biodiversidade.
Temos que considerar que embora existam riscos há muita paranoia em torno deste assunto. Existe sim, a cobiça internacional, existe sim a má fé de quem vende e compra terras em meio às florestas, do tráfico de animais silvestres, existe todo este lado podre em torno de nossas riquezas, de nosso povo, principalmente pelos próprios brasileiros.
Porém, é importante considerarmos que existem em maior porcentagem, aqueles que realmente querem ver a floresta preservada, querem ajudar o Brasil sem más intenções, somente por amor aos animais, por amor a natureza, considerada sagrada entre muitos povos.
É necessário que se cuide da Amazônia como uma virgem sim, mas sem violentá-la, sem matar a sua alma.
É necessário que não se deixe mais proliferar latifúndios de gado e soja, como vemos por quilômetros nas beiras das estradas e nos ramais, cada vez aumentando mais.
Já que ainda temos tanto espaço no sertão do nordeste e a viabilidade de se levar água para lá, por que não investir naquela região?

Bilhões de árvores deverão ser plantadas se quisermos salvar o planeta. E os Exércitos podem nos ajudar nisto. Mesmo se for só pela influencia. Sessenta mil soldados chineses já foram convocados para plantar milhares de árvores.Há projetos em Curitiba e outras cidades do mundo para compensar urgentemente os desmatamentos.

De acordo com matéria publicada pelo WRI Brasil (World Resources Institute) em fevereiro do ano passado, “segundo a Embrapa, o Brasil tem mais de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas, uma área do tamanho dos estados de Minas Gerais e Bahia somados. O plantio de florestas nativas pode gerar emprego e renda no meio rural, recuperar o solo e regular a água (com ganhos em qualidade e quantidade), além de fornecer produtos como madeira, frutos, óleos, essências, castanhas e outros, diminuindo a pressão do desmatamento e da extração das florestas nativas destinadas à conservação e preservação.” Na mesma matéria consta que “uma pesquisa publicada pelo WRI Brasil em 2017 demonstrou isso. A análise do projeto VERENA em 12 propriedades rurais localizadas na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica constatou que o reflorestamento com espécies arbóreas nativas e sistema agro florestais é uma atividade competitiva do ponto de vista financeiro se comparada à produção agrícola e à silvicultura com pinus e eucalipto praticada no Brasil. O tempo médio para o retorno financeiro foi de 16 anos frente há 12 anos no caso da agricultura e da silvicultura. O tempo é mais longo devido ao ciclo da colheita de espécies arbóreas nativas. Por outro lado, o estudo também apontou que o retorno foi maior (16%) para o reflorestamento com espécies nativas e sistemas agro florestais do que a média da agricultura e da silvicultura com pinus e eucalipto (13%).” Em outras palavras os replantios das florestas naturais valorizam mais que o plantio de florestas de uma só espécie como a de Eucalipto ou mogno.
É preciso mudar urgentemente a mentalidade política da mineração e agronegócio. Caso contrário, não haverá tempo para arrependimento.
Isto demonstra que acabar com florestas nativas amazônicas para explorar minérios e transformar suas terras em pastos ou monoculturas é um péssimo negócio. Aterramento de rios e contaminação do solo, ar e águas através de metais pesados, desvio dos rios para a garimpagem, as conseqüências dessa degradação na Amazônia podem levar a extinção de espécies de animais e vegetais, incluindo os peixes.
Além disso, os lençóis freáticos com águas abundantes poderão ser contaminados. O gado criado para a produção de carne em larga escala é um enorme agravante para queimadas e desmatamentos. Que tal se convertesse a economia local em outra de melhor qualidade, incluindo a mudança dentro das indústrias alimentícias?
Portanto, os militares podem e devem ser os salvadores da pátria, ao pé da letra, zelando pelas riquezas naturais da Terra junto aos governos. Se os impedirem que, por cobiça ou irresponsabilidade, acabem com tudo, estarão cumprindo com o real papel de Defesa da população e das riquezas do país.

Nossa geração e dos políticos que aí estão não durarão para sempre. Mas, poderemos deixar esta Terra melhor do que a encontramos para as próximas gerações que virão.
Proteger as crianças e toda a humanidade da cobiça dos seres humanos e seus governos insensíveis também fazem parte da Defesa e Segurança do país, além de não deixar morrer a esperança por um mundo melhor.
Para isto, é preciso parar de acreditar que ambientalistas são maus elementos e que através de políticas ideológicas e de ordem étnico racial querem dominar o território para roubar riquezas.
Ambientalista terrorista não existe. Não faz parte do perfil. Se alguém comete terrorismo e diz ser ambientalista, está fora do tom e faz parte de algum ardil para manipular a opinião publica.
Ambientalistas são pacíficos, são pela vida, são pela natureza. Mas, defendem com coragem o país, para salvar a população e a natureza dos terroristas que sugam, exploram e cometem crimes hediondos contra a humanidade, como os que ocorreram em Bento Rodrigues e Brumadinho.
Portanto, deve-se considerar que há um pouco de paranóia em querer acusar alguns deles de conspiradores. É necessário conhecê-los de perto, incluindo cientistas, biólogos, indigenistas, e até mesmo os “bichos-grilo” que parecem ser alheios a tudo, mas não são. Nesta comunicação, pode haver surpresas.
Dentre elas, há pessoas inteligentíssimas, cultíssimas, mesmo que não aparentem úteis as sociedades, com idéias arejadas, pacíficas que zelam pelo bem dos povos amazônicos, pelos indígenas, pelas crianças, pelos mais fragilizados e principalmente pelo futuro da Terra.
Muitas vezes, descobre-se aí, parcerias incríveis, com pessoas amigas do bem. Ao invés de bichos papões e seres diabólicos, há amigos que podem ajudar a garantir a proteção do país.
É preciso parar de acreditar a todo o momento, que somos vítimas de maus elementos os quais, através de políticas ideológicas e de ordem étnico racial querem dominar o território para roubar riquezas para países mal intencionados.

Claro que há riscos, sempre há riscos, mas não se deve generalizar.

Por isso, é necessário conversarmos, dialogarmos, conhecermos uns aos outros, ambientalistas e militares, cientistas e governos. É necessário escutarmos os representantes indígenas, nos abrirmos para outros povos, compreendermos o ponto de vista de cada um.
Não existem ogros e lados de cá e de lá, quando trabalhamos em conjunto para salvaguardar a Terra.
Meu avô, (o que sempre friso aqui, que era militar e meu amigo) sempre me disse que, haveria um momento da humanidade, no qual o homem iria ter que optar ou pelo ouro ou pela vida.
Se optasse pelo ouro, destruiria a natureza.
Se optasse pela natureza, salvaria sua vida.
Ironicamente, nós estamos nesse ponto.
Os militares na maioria das vezes podem ser anjos… mas infelizmente o contrário, sabemos disso. Qualquer um de nós podemos ser anjos ou demônios. A diferença é que os militares possuem insígnias. Podem ser guardiões tanto em um plano como no outro.
Dependem de quem eles servem. Em relação a isso é necessário lembrar que São Miguel em sua luta, não torturou e nem matou satanás, apenas, antes de prendê-lo lhe disse: Que Deus o repreenda!
E o mesmo já foi condenado.

Então, a quem estamos servindo, é uma pergunta que devemos nos fazer sempre. Todos podemos ser anjos ou demônios. E todos podem ter um pouco de cada um também.
E aquele que não acredita em Deus, que acredite na Justiça, na Constituição brasileira, que implica servir a um povo, sem o uso de torturas, de violência desnecessária, de abuso de autoridade, incluindo crimes políticos, ideológicos e contra o meio ambiente.
Está em nós sermos heróis ou algozes. Está em nós consentirmos na destruição ou na salvação do nosso planeta, de nossas águas, animais e florestas.
Enfim, está em nossa geração e nos militares esta grande missão.

Fontes:
https://wribrasil.org.br/pt/blog/2019/02/plantar-florestas-bom-negocio-conheca-4-modelos




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Eliane Rocha

Venho de uma família humilde e bem brasileira. Sou uma mistura de raças. Meu avô por parte de minha mãe, era filho de indígenas da etnia  tupi guarani do Vale do Paraíba e me ensinou valores como dignidade, amor à natureza e às pessoas humildes. Alto, moreno, era militar e foi o homem mais incrível que conheci. Fui muito apegada a ele e, ele a mim. Se casou com uma italiana sorridente que gostava de contar estórias. Segundo ela, descendíamos de uma família proveniente da Áustria e assegurava que tinha certa realeza no meio. Ficava toda boba por ela me dizer...mas,não sabia se era verdade ou apenas imaginação. Meu pai, era filho de espanhóis. Meu avô com sobrenome judeu e minha avó, um sobrenome bonito: Jordão. Vieram da Europa ainda jovens, eram aventureiros. Vieram sem nada, talvez fugindo da primeira guerra mundial. Começaram  a vida no Brasil costurando colchões de palha e fabricando móveis artesanais. Lembro quando eu passeava com eles, entre sombras e sóis, ao entardecer, por caminhos cobertos de folhas e cidreiras. Comecei a desenhar e escrever bem cedo, aos oito anos, mas, foi aos quinze, que tive minha primeira coluna em um jornal de minha cidade. Sempre no meio da comunicação, continuei a escrever em jornais de outros Estados. Também fiz teatro  e  alguns trabalhos em emissoras de TV. Na televisão, me marcou muito, ter trabalhado com o jornalista Ferreira Netto, o qual me ensinou muitas lições. Me formei na UNISUL, em cinema e produção multimidia. Fiz parte da Antologia Mulheres da Floresta, da Rede de Escritoras Brasileiras, de onde surgiu dois documentários, feitos apenas como uma hand cam: um com os povos kaxinawás - huni kuins - e outro com os povos nukinis, na Serra do Divisor. Vivi na Amazônia nos meus últimos vinte e cinco anos, fazendo entre outras coisas, trabalhos voluntários como socorrista e técnica de enfermagem entre os povos ribeirinhos. ​

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