INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA

INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA

Um novembro de muito Sangue

A Guerra de Independência de Angola, também conhecida como Luta Armada de Libertação Nacional,[8] foi um conflito armado entre as forças independentistas de Angola — UPA/FNLA, MPLA. A partir de 1966, participaram a UNITA — e as Forças Armadas de Portugal.

Na opinião do MPLA, a guerra teve início a 4 de Fevereiro de 1961. Decerto quando um grupo de cerca de 200 angolanos, supostamente ligados a este movimento,[9] atacou a Casa de Reclusão Militar, em Luanda.

A Cadeia da 7.ª Esquadra da polícia, a sede dos CTT e a Emissora Nacional de Angola[10][11]

No entanto, para Portugal e para a FNLA, a data é 15 de Março do mesmo ano,[8][9][12][13][14][15][16]. Data do massacre das forças de Holden Roberto, a UPA, na região Norte de Angola.

A guerra prolongar-se-ia por mais 13 anos, terminando com um cessar-fogo em Junho (com a UNITA). Além de Outubro (com a FNLA e o MPLA) de 1974.

[17] A independência de Angola foi estabelecida a 15 de Janeiro de 1975.

Nessa data portanto, foi assinado o Acordo do Alvor entre os quatro intervenientes no conflito:

Governo português, FNLA, MPLA e UNITA.

A independência e a passagem de soberania ficou marcada para o dia 11 de Novembro desse ano.[18]

Depois de quatro séculos de presença em território africano, no final do século XIX, Portugal achou-se no direito de reivindicar a soberania dos territórios desde Angola a Moçambique, junto das outras potências europeias.

Para tal, teria lugar a Conferência de Berlim em 1884.
[19] A partir desta data, foram várias as expedições efetuadas aos territórios africanos. Posteriormente, se seguiram campanhas militares com o objetivo de “pacificar” as populações.

[19] A população tentou resistir. Entretanto, dada a superioridade bélica de Portugal, rapidamente abandonaram a resistência por meio das armas.
[20] Décadas depois, Portugal foi colocado frente-a-frente com guerras de independência. A primeira das quais a de Angola, que também marcou o início da Guerra Colonial Portuguesa.

Seguir-se-iam as da Guiné-Bissau (1963) e de Moçambique (1964).

Influenciadas pelos movimentos de autodeterminação africanos do pós-guerra, o grande objetivo das organizações independentistas era “libertar Angola do colonialismo, da escravatura e exploração”,[15] impostos por Portugal.

Embora Angola fosse um território de grande riqueza de recursos naturais, nomeadamente tanto em café, quanto petróleo, diamantes, minério de ferro e algodão,[21] para o Governo de Portugal, liderado por António de Oliveira Salazar, o que era preciso defender era o regime e não a economia.

[22] Muitas vezes incentivados pelo próprio Estado português, cerca de 110 000 imigrantes foram para as colonias africanas.

A grande maioria para Angola, nas décadas de 1940 e 1950. [23] Em 1960, dos cerca de 126 000 colonos residentes em Angola, 116 000 eram originários de Portugal.[24]

Do ponto de vista militar, as tropas portuguesas tiveram que enfrentar uma guerra de guerrilha não-convencional, para a qual não estavam preparadas nem motivadas.

O esforço de guerra recaiu sobre o Exército, dadas as características do conflito, apoiado por meios navais e aéreos.

Inicialmente, o equipamento do exército português estava obsoleto.

A maioria datava da Segunda Guerra Mundial e algum era mesmo anterior[25]), e o número de forças era de cerca de 6500 homens.[11]

A partir do primeiro ano, as forças portuguesas passaram de 33 000 homens (1961). Porém, chegaram a atingir um contingente de 65 000 no final da guerra.

Esse contingente[26] reunia todos os ramos das Forças Armadas.

Embora superior em homens, estes precisavam do apoio dos meios navais e aéreos, taticamente mais fortes.

No entanto, por falta de recursos para utilizar este meios, e pela natureza desgastante do conflito, Portugal foi perdendo a sua superioridade ao longo do conflito.[27] Para combater a guerrilha, Portugal teve de se adaptar com técnicas de contra-subversão a partir de 1966.[28] Em relação à guerrilha, esta estava completamente adaptada ao terreno e ao clima difícil de Angola: moviam-se sem dificuldade em pequenos grupos (10 a 40 elementos), aproveitando-se, ao nível logístico e operacional, do apoio das populações.[29] No entanto, uma das principais ameaças dos guerrilheiros vinha do seu interior: disputas tribais, diferenças étnicas e culturais.[30] Ao longo do conflito, a UPA/FNLA, o MPLA e a UNITA, que actuavam em diferentes regiões de Angola, por vezes defrontavam-se entre eles[4] Estas divergências iriam agudizar-se após a Independência de Angola, com a Guerra Civil Angolana.

Em Portugal, a guerra colonial era há muito tempo contestada: a população via os seus familiares a morrer ou a ficarem deficientes; o país via os seus recursos financeiros a esgotarem-se, a produção a decair e a inflação a subir; e surgiam vozes discordantes do regime, desde a esquerda à direita, passando pela igreja católica, pelos movimentos estudantis e pelas associações sindicais.[31][32] Aliada a esta contestação social, e a uma pressão internacional sobre a condução da Guerra Colonial Portuguesa, vai crescendo a influência comunista sobre os militares portugueses. O fim da guerra em Angola culminará com um golpe de Estado militar em Portugal, a Revolução dos Cravos, a 25 de Abril de 1974.
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações (desde dezembro de 2016). Ajude a melhorar este artigo inserindo citações no corpo do artigo.
A Independência de Angola deu-se no dia 11 de Novembro de 1975, quando o então primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, proclamou a independência de Angola, de jure e de facto de Portugal. Este acontecimento deveu-se, em grande parte, aos acontecimentos militares e políticos que ocorreram um ano antes em Portugal, aquando da Revolução de 25 de Abril de 1974.
O controle de Angola estava dividido pelos três maiores grupos nacionalistas MPLA, UNITA e FNLA, pelo que a independência foi proclamada unilateralmente, pelos três movimentos.

O MPLA que controlava a capital, Luanda, proclamou a Independência da República Popular de Angola às 23h de 11 de Novembro de 1975, pela voz de Agostinho Neto dizendo, “diante de África e do mundo proclamo a Independência de Angola”, culminando assim o périplo independentista, iniciado no dia 4 de Fevereiro de 1961, com a luta de libertação nacional, estabelecendo o governo em Luanda com a Presidência entregue ao líder do movimento.

Roberto, líder da FNLA, proclamava a Independência da República Popular e Democrática de Angola à meia-noite do dia 11 de Novembro, no Ambriz.

Nesse mesmo dia, a independência foi também proclamada em Nova Lisboa (Huambo), por Jonas Savimbi, líder da UNITA.

Logo depois da declaração da independência iniciou-se a Guerra Civil Angolana entre os três movimentos, uma vez que a FNLA e, sobretudo, a UNITA não se conformaram nem com a sua derrota militar nem com a sua exclusão do sistema político. Esta guerra durou até 2002 e terminou com a morte, em combate, do líder histórico da UNITA, Jonas Savimbi. Assumindo raramente o carácter de uma guerra “regular”, ela consistiu no essencial de uma guerra de guerrilha que nos anos 1990 envolveu praticamente o país inteiro.

Ela custou milhares de mortos e feridos e destruições de vulto em aldeias, cidades e infraestruturas (estradas, caminhos de ferro, pontes). Uma parte considerável da população rural, especialmente a do Planalto Central e de algumas regiões do Leste, fugiu para as cidades ou para outras regiões, inclusive países vizinhos.

No fim dos anos 1990, o MPLA decidiu abandonar a doutrina marxista-leninista e mudar o regime para um sistema de democracia multipartidária e uma economia de mercado.

UNITA e FNLA aceitaram participar no regime novo e concorreram às primeiras eleições realizadas em Angola, em 1992, das quais o MPLA saiu como vencedor.

Não aceitando os resultados destas eleições, a UNITA retomou de imediato a guerra, mas participou ao mesmo tempo no sistema político.

Logo a seguir a morte do seu líder histórico, a UNITA abandonou as armas, sendo os seus militares desmobilizados ou integrados nas Forças Armadas Angolanas. Tal como a FNLA, passou a concentrar-se na participação, como partido, no parlamento e outras instâncias políticas.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.
Pesquisadora-Historiadora – ativista do movimento negro
Fonte: Redebrasil




Deixe seu like e siga nossa Rede Social:
0

Claudia vitalino

UNEGRO-União de Negras e Negros Pela Igualdade -Pesquisadora-historiadora CEVENB RJ- Comissão estadual da Verdade da Escravidão Negra do Estado do Rio de Janeiro Comissão Estadual Pequena Africa. Email: claudiamzvittalino@hotmail.com / vitalinoclaudia59@gmail.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *