Também buscamos no outro aquilo que já temos

Também buscamos no outro aquilo que já temos – eixo ascendente/descendente

Não podemos perder de vista de que tudo que se encontra em nossa carta astrológica nos pertence. É nosso.

Não raramente vamos buscar alguém com as características de nosso signo descendente para que nos complete.

Fica a questão: Completar em que se já temos em nós mesmos?

A grande questão humana é a falta de consciência. Não nos conhecemos. Em muitos setores de nossas vidas somos ilustres desconhecidos de nós mesmos.

Me recordo bem de que quando comecei com a Astrologia, via coisas em meu mapa que sabia existirem porque não duvidava do acerto da Astrologia, duvidava de mim mesma assim como de minha coragem em enfrentar a minha própria sombra.

Para minha felicidade, comecei simultaneamente a fazer um curso de Jung.

Curso esse que tinha como proposta ser um curso compacto. Introdução apenas.

Quem ministrava o curso era o José Raimundo Gomes e resolvi fazer terapia com ele.

O que levei comigo para a terapia?

Minha bolsa e meu próprio mapa astrológico. Minha primeira pergunta foi de cara: Posso ler meu mapa para vc?

O Zé aquiesceu. Fiz um resumo e lhe disse. Meu mapa aponta para aspectos meus que não reconheço em mim mesma. Não são bonitos, mas sei que são meus e queria reconhecê-los em mim mesma e melhorar enquanto pessoa.

Ele sorriu e me disse:

É a primeira vez que alguém vem para a terapia para me apresentar o que considera seus defeitos no intuito de melhorar. Expliquei que aquela foi a razão que me levou à terapia.

Não foram apenas defeitos que tomei consciência, mas também qualidades potenciais que me eram inconscientes e não exercitava.

O curso ¨curto¨ acabou e eu e mais alguns do grupo, pedimos para nos aprofundarmos em Jung

Foi uma longa jornada de 4 anos e meio e que por mim jamais teria acabado. Os anos mais ricos da minha vida. Os mais transformadores. Ao final do curso eu era uma outra mulher, bem mais consciente, bem mais capaz de viver com plenitude, de encontrar o verdadeiro sentido da minha existência.

A jornada não acabava ali, participava dos grupos de estudo da Dra Nise da Silveira e fui dar aulas de Jung através do generoso gesto do José Raimundo me entregando a mala direta do CBPJ e me chamando de colega e dizendo: Vai à luta!!!

Tanto eu como o Zé e Jung possuímos uma bela sinastria astrológica

Eles dois Leoninos. Eu com minha Lua em Leão. Aquariana e Jung com seu ascendente em Aquário. Dentre outros fatores que uniam esses três mapas. Esse encontro deu samba.

Esse encontro transformou minha vida.

Curiosamente, a Dra Nise também era uma aquariana. A empatia foi imediata, sentia que falávamos a mesma língua, nossos olhares eram convergentes.

Mas voltemos ao início do papo

Definitivamente eu não me conhecia. As coisas me aconteciam e eu me julgava vítima das injustiças dos demais, não conseguia ver no que colaborei para isso.

Da mesma maneira, via qualidades em pessoas que mais tarde a vida me mostrava que EU VIA, mas que elas não lhes pertenciam. Eram uma projeção do meu mundo interno.

Esse fator é comum em várias áreas de nossas vidas. Quanto mais inconscientes, mais projeções fazemos. Isso se dá muitas vezes no eixo ascendente/descendente.

Essa é a causa de muitas das frustrações nos nossos relacionamentos. Vemos no outro conteúdos que são nossos, especialmente se ele, o parceiro, tiver o sol conjunto ao nosso signo descendente.

Endeusamos ¨o escolhido¨, só enxergamos seu lado luz e nos sentimos felizes por alguém nos completar tanto.

Nos completar?

É preciso que entendamos que o que vemos é nosso, e não do outro. Além do mais, se essa opção de enxergar dessa maneira persiste, seremos seres pela metade. Viveremos partes nossas através do outro.

Talvez um dia acordemos desse transe, e não raro, o Príncipe vira sapo.
Culpa nossa!!!!




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Claudia Araujo

Aquário com Gêmeos, sou muitas e uma só. Por amar criar com as mãos, sou designer de biojóias e mantenho o site terrabrasillis.com, assim como pinto aquarelas e outras ¨manualidades¨. Por não me entender sem a busca do mundo interno do outro, sou astróloga com 4 anos e meio de formação em psicologia analítica sob a supervisão de José Raimundo Gomes no CBPJ – ISER e já mantive por anos o site Meio do Céu. Nessa nova etapa mantenho o site grupomeiodoceu.com. Dou consultas astrológicas e promovo grupos de estudo de Jung e Astrologia, presenciais e online. São várias vidas vividas numa única existência, mas minha verdadeira história começa aos 36 anos, e o que vivi antes ou minha formação acadêmica anterior, já nem lembro, foi de outra Claudia que se encerrou em 1988. Só sei que uso cotidianamente aquilo em que me tornei, e busco sempre não passar de raspão pelo mapa astrológico do outro. Mergulhar é preciso, e ajudar o outro a se transformar, algo imprescindível. Só o verdadeiro autoconhecimento pode gerar transformação. Não existe mágica, e essa autotransformação não ocorre via profissional, mas apenas através do real interesse do cliente em buscar reconhecer como se manifesta em sua vida cotidiana e qual seu potencial para a transformação. Todos somos mais do que aquilo que vivenciamos. A busca deve passar sempre pelo reconhecimento daquele eu desconhecido que em nós mesmos habita. A Astrologia é um facilitador nessa busca porque nela estão contidos tanto nossos aspectos luz quanto sombra. Ela resolve nossos problemas? A resposta é não. Ela apenas orienta no sentido do reconhecimento de nossa totalidade. A busca é do cliente. A leitura é do astrólogo, mas só o cliente poderá encontrar o caminho de sua totalidade e crescimento responsável. websites : www.terrabrasillis.com e www.grupomeiodoceu.com Fale com Claudia direto no Whatsapp

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